A adopção de medidas que minimizem os impactos ambientais do ruído gerado pelo tráfego de veículos sobre o Mosteiro da Batalha foi reconhecida como uma necessidade urgente pelo Parlamento. O tema esteve recentemente em debate suscitado por projectos de resolução do PSD (aprovado) e do BE, este inviabilizado pela maioria governamental. Em causa está sobretudo o que fazer para resolver o problema, já que ninguém tem dúvidas quanto à importância patrimonial e ao valor histórico, cultural e paisagístico do Mosteiro da Batalha, como assinalou o deputado comunista Bruno Dias.
A situação está bem identificada por estudos e trabalhos, quer em relação aos níveis de ruído e seus impactos sobre o ambiente, quer em relação à estrutura do próprio edifício, quer ainda quanto às medidas preconizadas do ponto de vista técnico.
Mas se as medidas apontadas para minimizar esses impactos ambientais do ruído, nomeadamente com origem no trânsito do IC2, recolhem à partida consenso, como observou o deputado do PCP, já o mesmo não se pode dizer quanto à necessidade de «parar para pensar» e saber quais as implicações que decorrem dessas medidas de forçada «acalmia do tráfego».
É que se trata de um estrada nacional que continua a ter fluxos enormes de tráfego como se não houvesse autoestrada (A19). O que se explica devido aos preços exorbitantes das portagens, de tal maneira altos que empurra as pessoas para a Estrada Nacional como se não houvesse alternativa.
Ora é essa política que na perspectiva do PCP urge alterar. Para que as portagens não continuem a penalizar as populações e, indirectamente, a provocar estragos ambientais e patrimoniais, como sucede no caso do Mosteiro da Batalha.