Risco de pobreza aumenta em Portugal
O risco de pobreza em Portugal aumentou de 26 por cento para 27,4 por cento entre 2008 e 2013, revelou, dia 4, o Eurostat, dando conta de que o número de agregados familiares com pessoas desempregadas duplicou no período indicado.
Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de pessoas com idade entre os 0 e os 59 anos que vivem em agregados familiares com muito baixa participação no mercado de trabalho (um dos indicadores de risco de pobreza) passou de 6,3 por cento em 2008 para 12,2 por cento em 2013, tendo a média da UE subido de 9,1 por cento para 10,7 por cento.
Segundo o Eurostat, em 2013, mais de um terço da população de cinco estados-membros estava ameaçada de pobreza ou de exclusão social: Bulgária (48%), Roménia (40,4%), Grécia (35,7%), Letónia (35,1%) e Hungria (33,5%).
Em contrapartida, a República Checa (14,6%), Holanda (15,9%), Finlândia (16%) e Suécia (16,4%) são os países onde este indicador é mais baixo. O risco de pobreza atinge em média 24,5 por cento da população da UE.