- Nº 2134 (2014/10/23)
África subsariana

Economia a crescer

Internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia da África subsariana deve manter o «crescimento rápido», atingindo os cinco por cento este ano e os 5,7% em 2015.
De acordo com as previsões do FMI divulgadas esta segunda-feira, 20, em Washington, «espera-se que as fortes tendências de crescimento dos últimos anos na região da África subsariana prossigam», com a  economia da região a crescer a um ritmo rápido, «apoiada pela continuação do investimento público em infra-estruturas, por sectores de serviços dinâmicos e por uma produção agrícola forte», disse a directora do Departamento de África do FMI, citada pela Lusa, na apresentação das Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsariana.
Segundo Antoinette Sayeh, as perspectivas optimistas não impedem a preocupação causada pelo surto do vírus Ébola, principalmente na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa: «para além do intolerável número de mortes, de sofrimento e de deslocação social, o surto de Ébola está a ter um pesado impacto económico com repercussões económicas a começarem a materializar-se em alguns dos países vizinhos».
Para aquela responsável, «o cenário de base de crescimento sólido está condicionado à não materialização de uma série de riscos negativos cada vez mais graves», já que o «prolongamento ou alastramento do surto de Ébola a mais países terá consequências profundas para a actividade nos países afectados e enormes repercussões».
O FMI adverte ainda para o facto de que, nalguns países, «um crescimento elevado continuado e condições do mercado financeiro mundial favoráveis não têm sido suficientes para evitar a acumulação de dívida e dificuldades de financiamento», e que a «conjuntura externa cada vez menos favorável, um abrandamento mais pronunciado nos mercados emergentes, em particular na China, ou uma normalização desordenada da política monetária nos Estados Unidos poderão ter um impacto prolongado nas economias da região».
O FMI recomenda por isso que os governos da generalidade dos países da África subsariana continuem a «estimular a mobilização da receita orçamental, canalizar as despesas para o investimento em infra-estruturas e outras necessidades de desenvolvimento, salvaguardar as redes de segurança social para estimular um crescimento mais inclusivo, e melhorar o ambiente de negócios».