- Nº 2128 (2014/09/11)
René González esteve na Atalaia

Abraço do tamanho da Festa

Festa do Avante!

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Não é novidade que na Festa do Avante! endereçamos a fraterna solidariedade dos comunistas e do povo português ao povo e governo de Cuba Socialista. «Cuba não está só», repetia-se no pavilhão da Associação de Amizade Portugal-Cuba no Espaço Internacional. Mas este ano com reforçado ânimo dada a participação na Festa de um dos Cinco antiterroristas cubanos presos e condenados injustamente pelos EUA.

O nosso jornal teve a oportunidade de acompanhar René González na Festa e constatou que o impacto do cubano recentemente libertado não seria o mesmo se não estivéssemos na presença de um comunista. René – tal como Fernando González também recentemente libertado – age como anti-herói apesar dos seus feitos, preferindo o papel de patriota comprometido com a luta e resistência do seu povo.

O propósito imediato que o move é a libertação dos três camaradas que o imperialismo norte-americano mantém cativos, apesar de a detenção dos Cinco ter sido resultado de um processo manipulado com objectivos políticos, e isso mesmo explicou nos dois momento de solidariedade ocorridos sábado, no espaço da Organização Regional de Setúbal do PCP, e domingo, no Espaço Internacional.

Este último foi uma impressionante expressão de massas de apreço por Cuba e pela opção soberana do seu povo; de rejeição do terrorismo promovido pelos EUA e do bloqueio imposto por aquele país à ilha. A actriz Maria do Céu Guerra leu poemas de Antonio Guerrero. Depois de António Filipe, do Comité Central do PCP, e de Cristina Cardoso, da Secção Internacional, René González voltou a intervir sobre os Cinco, contagiando os participantes com a determinação incansável que transporta para que Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e Ramón Labañino sejam arrancados às garras do imperialismo.

Foram inúmeras as saudações que René González recebeu durante os três dias. O maior dos abraços foi, no entanto, dado pela multidão presente no comício de encerramento da Festa. René González acolheu a manifestação, mas atribuindo-lhe o significado de um enorme abraço a Cuba e aos três patriotas ainda presos. Tudo a confirmar que é um herói, de facto.