Pais, encarregados de educação, o vereador da CDU na Câmara Municipal de Faro e a população em geral associaram-se ao protesto que o Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) levou a cabo, no dia 13, contra o encerramento da Escola Básica do 1.º Ciclo da Praia do Ancão, na Ilha de Faro. Para os promotores da acção, a intenção do Ministério da Educação não tem sentido, na medida em que a escola faz falta à povoação, se caracteriza por uma qualidade de ensino e de ligação à comunidade excelente e sempre teve o número máximo de alunos determinado por lei. No decorrer da acção, procedeu-se à recolha de assinaturas para um abaixo-assinado lançado pelo SPZS e que será enviado a diversas entidades escolares e a organismos representativos do poder local e central.
Medida prejudica o interior
No dia 11, a União de Sindicatos de Castelo Branco (CGTP-IN) debateu com os sindicatos do distrito, na Covilhã, a posição a tomar quanto a um eventual encerramento de escolas – a lista divulgada pelo MEC aponta para 26 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e nove jardins de infância no distrito. Para a USCB/CGTP-IN, a medida irá contribuir para a desertificação do interior, sendo essa uma das razões pelas quais o Governo deve optar pela sua anulação ou suspensão. Entre as medidas de protesto anunciadas, está o lançamento de um abaixo-assinado (já em circulação) e o agendamento de reuniões com autarcas por forma a concretizar iniciativas conjuntas.