Agravamento trágico
«A ofensiva no Donbas visa esmagar a resistência ao golpe», afirma o CPPC
Em comunicado emitido segunda-feira, 16, o CPPC destaca a escalada militar das autoridades golpistas de Kiev em Donetsk e Lugansk, onde «centenas de ucranianos foram já mortos e muitos procuraram refúgio, designadamente na Federação Russa, como consequência das incursões militares e dos bombardeamentos», levados a cabo «sem que a chamada “comunidade internacional” os denuncie, condene ou impeça».
Bombardeamentos que «são o corolário trágico de um golpe de Estado que colocou no poder em Kiev os grandes oligarcas em aliança com tenebrosas forças que se reivindicam do fascismo e do nazismo – que funcionaram e funcionam como «tropa de choque» de poderosos interesses internos e externos», nota o CPPC, sublinhando, ainda, que, «pelo contrário, a junta golpista de Kiev conta – também nos seus hediondos crimes – com o beneplácito e o apoio explícito dos EUA, da NATO e da União Europeia».
No texto divulgado segunda-feira, 16, o Conselho lembra igualmente que «as forças golpistas não tardaram em pôr em causa as mais elementares liberdades democráticas e direitos das populações de língua russa (...), assim como a acção das organizações políticas e populares que lhe resistem, nomeadamente através da intimidação, da agressão e da ameaça de ilegalização», e qualifica «as recentes “eleições presidenciais”» de «tudo menos democráticas», frisando que foram rejeitadas por uma parte do país e que vários candidatos anti-golpistas foram forçados a desistir.
«O objectivo desta brutal ofensiva contra as populações do Donbas visa esmagar toda e qualquer resistência ao golpe», insiste a organização de defesa da paz, para quem «a proclamação das Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk foram, essencialmente, uma expressão de resistência popular perante a explícita declaração de guerra da junta fascista de Kiev contra as populações ucranianas de língua russa».
Agenda perigosa
O CPPC alerta para «a perigosa agenda provocadora e aventureira dos EUA e da NATO de crescente tensão e confrontação com a Federação Russa» e denuncia «a verdadeira “guerra mediática” em torno da situação na Ucrânia, repetida e amplificada pelos poderosos meios de comunicação à disposição das grandes potências ocidentais, que promoveram o golpe de Fevereiro e apoiam o novo poder oligárquico e fascista e os sucessivos massacres por ele praticados», dando como exemplos da desinformação e manipulação massivas a apresentação do «governo golpista de Kiev como “democrático” e “legítimo” (...), e as populações do Leste da Ucrânia como “terroristas” e “separatistas pró-russas”, e não, como seria correcto, antifascistas».