Seixal reclama Hospital
A Câmara do Seixal está a promover até Novembro debates sobre o Hospital no Seixal, para informar e ouvir as ideias e preocupações dos munícipes de todas as freguesias do concelho.
Mais de 40 mil pessoas não têm médico de família
Segundo a autarquia, a construção do Hospital do Seixal é uma necessidade urgente para dar resposta à falta de meios e equipamentos de saúde na Península de Setúbal e no concelho do Seixal, face à «insuficiente capacidade de resposta do Hospital Garcia de Orta, em Almada», ao «encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) no Seixal e em Corroios» e à «redução do horário do SAP de Amora», o que tem significado um grave prejuízo para os doentes e para a população da região. «Actualmente, no Seixal não existe qualquer tipo de atendimento nos serviços públicos de saúde depois das 20 horas e mais de 40 mil pessoas não têm médico de família», denuncia a Câmara Municipal, lembrando que em 2002 foram entregues no Ministério da Saúde 28 mil assinaturas a exigir um Hospital no concelho. No mesmo ano um estudo da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo apresenta a construção de um Hospital no Seixal como a melhor solução para resolver os problemas que afectam os utentes dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra.
Com o adiamento sucessivo da construção, população, autarcas e comissões de utentes mantiveram a reivindicação e criaram a Plataforma Juntos pelo Hospital no Concelho do Seixal.
A 26 de Agosto de 2009 foi assinado o Acordo Estratégico entre a Câmara do Seixal e o Ministério da Saúde e foi aberto o concurso público internacional para o projecto do Hospital no Seixal. No entanto, o equipamento que deveria estar construído em 2012 continua no papel.