Intervindo na sessão de apresentação antes de João Ferreira, a mandatária nacional da candidatura da CDU às eleições para o Parlamento Europeu (PE) revelou que o seu trabalho «está muito facilitado, quer pela composição da lista, quer pela declaração programática que já foi apresentada», considerando, para mais, que «esta é a melhor lista que se apresenta às eleições». E detalhou as razões:
«É a lista da coerência de forças políticas que sempre denunciaram as reais intenções da integração europeia, desta integração capitalista e militarista, ao serviço das grandes potências e dos seus poderosos grupos económicos e financeiros;
«É a lista dos que sempre lutaram e não desistem de continuar a luta pela defesa dos direitos de quem trabalha, de quem produz a riqueza e a beleza, de quem garante serviços públicos fundamentais para que todos tenham acesso a uma vida digna, para que não haja cidadãos de primeira e de segunda, para que a liberdade se concretize no dia-a-dia das pessoas e lhes permita, por exemplo, escolher onde viver sem serem empurradas para a emigração por falta de emprego com direitos, de salários justos, de reformas e pensões dignas, de apoios eficazes à produção, à investigação e à promoção da cultura e do conhecimento;
«É a lista de quem defende a democracia participativa e o seu aprofundamento, de quem exige que se respeite a vontade soberana do povo, sem ingerências e pressões externas, de quem luta pela paz e pelo respeito da Constituição da República Portuguesa, de quem considera que o povo é quem mais ordena e não os burocratas de Bruxelas, de Berlim ou de Washington, os quais, por sua vez, são os zeladores dos interesses dos grupos económicos que querem adquirir ao desbarato as empresas e sectores que vão sendo privatizadas, que transferem o sangue do povo para os agiotas da alta finança, do capital;
«É a lista constituída por homens e mulheres, em proporções idênticas, com provas dadas nas suas diversas actividades e com presença destacada nos mais importantes sectores da vida nacional, na indústria e nos serviços, na pesca e na agricultura, na medicina, na educação, na cultura, na investigação científica».
Para Ilda Figueiredo acresce, a tudo isto, o facto de esta ser uma lista que caldeia experiência e juventude, afirmando-se como «um espaço aberto de gente livre e responsável».
Em suma, «com esta lista, as nossas orientações e propostas, e com as provas dadas pelos deputados que nos representam», estão criadas as condições para uma grande campanha de massas, capaz de «multiplicar conversas, debates, contactos, esclarecer e mobilizar para o voto, para a importância de eleger deputados empenhados na luta pela defesa de Portugal», fazendo convergir «mais votos e mais eleitos da CDU» com «a luta que está na rua».