18.ª edição do FMJE

Unidos contra o imperialismo

De 7 a 13 de Dezembro decorreu na cidade de Quito, no Equador, a 18.ª edição do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE), espaço de encontro da juventude mundial na sua luta pela paz e contra o imperialismo.

Aprender com a experiência de luta dos povos

Esta edição – sob o lema «A juventude unida contra o imperialismo, por um mundo de paz, solidariedade e transformação social – foi mais uma vez uma grande demonstração de solidariedade internacionalista, com cerca de 10 mil delegados de mais de 85 países.

A delegação portuguesa foi organizada pelo Comité Nacional Preparatório (CNP) português do 18.º FMJE, constituído por mais de 30 organizações juvenis (associações de estudantes, associações juvenis culturais, desportivas, recreativas, organizações políticas, comissões de juventude de sindicatos de classe, grupos informais de jovens), que têm em comum o seu posicionamento anti-imperialista e do lado dos valores de Abril.

O CNP, além de organizar a delegação portuguesa ao Festival, realizou várias actividades de divulgação do FMJE e dos seus valores, com destaque para o «Grande Acampamento Nacional da Paz», que decorreu de 26 a 28 de Julho em Avis.

A delegação portuguesa foi constituída por 17 jovens que participaram na maioria das conferências, seminários e fóruns de solidariedade, apresentando, nos vários aspectos, a realidade da juventude portuguesa e também a sua luta contra o pacto de agressão, contra a política de direita e por uma alternativa patriótica e de esquerda que vá ao encontro das legítimas aspirações da juventude.

Debates e fóruns

Naqueles sete dias os jovens portugueses estiveram ainda presentes em vários debates, onde se abordou, por exemplo, o «direito ao trabalho com direitos e os ataques à juventude trabalhadora», a «educação e a estratégia do imperialismo para a sua privatização e elitização», a «militarização, guerras, ingerências e pressões do imperialismo», o «ambiente e o controlo de recursos naturais pelo monopólios» e o «acesso à cultura, ao desporto, à habitação, à saúde e à segurança social».

Para além dos debates, em Quito, tiveram também lugar fóruns de solidariedade para com os povos que mais sofrem com a agressividade do imperialismo, com vários testemunhos de, entre outros, jovens saaráuis, palestinianos, sírios e colombianos. Foram ainda ouvidos testemunhos de jovens que, com a sua luta, estão a conquistar novos direitos sociais e a infligir derrotas ao imperialismo, como os do Equador, da Venezuela e de Cuba.

Nestes debates e fóruns, a delegação portuguesa aprendeu com as experiências da luta de outros povos, assim como, através da sua experiência, a incentivar e reforçar a luta de outros povos.

 

Condenação mundial dos crimes do imperialismo

O tribunal anti-imperialista, iniciativa que ocupou parte da programação de dois dias do Festival, foi o mais importante momento de denúncia, acusação e condenação mundial dos crimes do imperialismo. Ali, jovens de vários países testemunharam os crimes do imperialismo, responderam a perguntas dos jurados, ficando claro que o imperialismo é criminoso e que é tarefa dos jovens e de toda a humanidade derrotá-lo.

Além da componente de discussão política, no FMJE tiveram lugar torneios de futebol, concertos e outras actividades culturais, uma bicicletada nocturna por Quito, exposições fotográficas e várias apresentações sobre a situação no Equador, os avanços e as conquistas da Revolução Cidadã, o posicionamento anti-imperialista do país. O Festival foi, por isso, um grande momento de solidariedade mundial para com o Equador, a sua juventude e o seu movimento popular, que logram importantes avanços sociais desde 2006, data em que Rafael Correa foi eleito presidente do país.

As cerimónias de abertura, que contou com um vigoroso discurso do presidente Rafael Correa, e de encerramento, onde foi lida a Declaração Final do Festival, foram também grandes momentos onde a combatividade e a determinação da juventude em derrotar o imperialismo estiveram presentes.



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