Greve nas cadeias de comida rápida dos EUA

Milhares voltaram à luta

Os trabalhadores das cadeias de comida rápida realizaram dia 5 uma nova paralisação em defesa do estabelecimento do salário mínimo em 15 dólares por hora. Em média, estes trabalhadores recebem 8,90 dólares, vencimento que, acusam, não é suficiente para viver com dignidade. Nos EUA, o salário mínimo federal está fixado nos 7,25 dólares/hora.

O protesto levado a cabo faz hoje uma semana em mais de uma centena de cidades dos EUA fez-se sentir em inúmeros estabelecimentos da McDonald's, Burger King, KFC, Subway, Taco Bell e outras congéneres, assumindo, em muitos casos, contornos de greve com piquetes e concentrações à porta das lojas, e manifestações e marchas em algumas das principais cidades, informaram agências noticiosas.

Segundo as mesmas fontes, a luta é liderada pelo Sindicato Internacional dos Empregados dos Serviços e pelo colectivo Fast Food Forward (FFF). Recentemente, este calculou em 52 por cento a percentagem de trabalhadores dos restaurantes de comida rápida obrigados a recorrer à caridade pública para sobreviverem.

«Os trabalhadores deram-se conta de que a única maneira de ganhar algo é tomando uma acção decisiva», considerou Kendall Fells, do FFF, citado pela AFP. «Tenho três empregos e o que ganho não dá para sustentar a minha família», testemunhou, por seu lado, Gonzalo Morales, 53 anos, trabalhador num restaurante da McDonald's no Museu do Ar e do Espaço em Washington, de acordo com a EFE. «Os directores tiveram um aumento salarial de 127 por cento. Os trabalhadores também merecem melhorar as suas condições de vida», relatou, à mesma agência, a eleita no conselho de Nova Iorque e líder comunitária local Ydanis Rodríguez.

Em Julho e Agosto deste ano, os trabalhadores norte-americanos realizaram jornadas de luta semelhantes com o mesmo objectivo, tendo sido consideradas, na altura, as maiores greves no sector na história do país. A greve da passada quinta-feira, afirmam as organizações promotoras, superou, no entanto, todas as lutas anteriores.

Estima-se que a indústria e o comércio de comida rápida nos EUA obtenham lucros anuais de 200 mil milhões de dólares. Até 2018, as multinacionais prevêem um crescimento de 12 por cento no seu volume de negócios no território, noticiou a Prensa Latina.




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