Ucrânia suspende associação com UE

O governo ucraniano decidiu interromper a preparação do acordo de associação com a União Europeia, documento que deveria ser assinado durante a cimeira de Vílnius, marcada para hoje, quinta-feira, 28, e amanhã.

Este acordo, considerado como o primeiro passo da adesão, previa a abertura de uma zona de comércio livre com a UE, mas sujeitava Kíev a cumprir as condições de Bruxelas. E uma dessas condições era precisamente a libertação da antiga primeira-ministra, Iulia Timochenko, condenada a sete anos de prisão por peculato e abuso de poder.

Ora, pouco antes do anúncio da ruptura com a UE, a Rada Suprema (parlamento ucraniano) rejeitou várias propostas de lei que visavam permitir que Timochenko recebesse tratamento médico no estrangeiro.

Visivelmente, o governo ucraniano decidiu não se submeter às imposições da UE e voltou a sopesar os custos e benefícios do levantamento das fronteiras alfandegárias com o bloco europeu.

Na sua decisão invoca dois motivos: a necessidade de uma maior definição das compensações que a Ucrânia obterá pelas perdas dos mercados russo e dos restantes países que formam a Comunidade de Estados Independentes (CEI); e, em segundo lugar, a fraqueza do mercado interno, que não seria capaz de resistir a uma invasão de mercadorias comunitárias.

Neste contexto, o governo liderado por Nikolai Azárov, sob orientação do presidente Viktor Ianukóvitch, prefere «relançar um diálogo activo» com a Rússia e outros estados da CEI, com vista a «reavivar as relações comerciais e económicas», «conservar postos de trabalho e resolver outros problemas sociais».

A cooperação com a Rússia, segundo declarou o vice-primeiro-ministro ucraniano, Iúri Boiko, terá efeitos no campo energético, na construção de máquinas e no sector espacial e aeronáutico, abrindo perspectivas à criação de 40 mil novos postos de trabalho.



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