Península coreana

Manobras imperialistas

A presença de um porta-aviões nuclear norte-americano nos exercícios militares conjuntos que EUA, Japão e Coreia do Sul previam realizar, entre 8 e 10 de Outubro, ao largo da Península coreana foi considerada pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC) como uma séria ameaça à segurança do país, um retrocesso nos esforços de diálogo e pacificação desenvolvidos nas últimas semanas e um regresso ao ambiente de tensão e belicismo na região.

Desde a chegada do USS George Washington ao porto sul-coreano de Busan, sexta-feira, 4, as autoridades de Pyongyang emitiram uma série de comunicados, difundidos pela agência KCNA, nos quais alertam para as declarações e iniciativas crispadas das lideranças sul-coreana e norte-americana, contrariando a aproximação inter-coreana registada com a reabertura do complexo industrial partilhado de Kaesong, a reactivação da actividade turística no monte Kumgang e a retoma dos encontros entre famílias separadas pela guerra, detalharam.

Para além dos exercícios militares envolvendo o referido navio de guerra, entre outros poderosos meios ofensivos, a Coreia do Norte repudiou o que classificou de discurso de confronto da presidente sul-coreana. A semana passada, Park Geun-hye garantiu o desenvolvimento de capacidade de dissuasão para tornar o arsenal norte-coreano inútil. Posteriormente, Seul e Washington assinaram um plano operacional nesse sentido.

Pyongyang contestou, ainda, a contínua política de desconfiança e hostilidade do imperialismo, e insistiu que a pacificação da Península coreana e a renúncia da RPDC ao seu programa nuclear militar depende da retirada do arsenal nuclear estacionado pelos EUA na Coreia do Sul.




Mais artigos de: Internacional

Exemplo que perdura

Um «patriota» e um «comunista ardente» cujo contributo e exemplo revolucionários perdurarão na memória dos povos, destacou o Secretariado do CC do PCP nas condolências enviadas ao Comité Central do Partido Comunista do Vietname a propósito da morte de Vo Nguyen Giap, no passado dia 4.

Luta prossegue no têxtil

Milhares de operários foram obrigados a regressar ao trabalho após cinco dias de greve e manifestações no Bangladeche, entre 20 e 25 de Setembro, em defesa de um aumento salarial para 74 euros.

PCP presente

O PCP participou no Encontro de Partidos Comunistas da Europa, promovido pelo Partido Comunista da Grécia, no passado dia 30 de Setembro, em Bruxelas, fazendo-se representar por Inês Zuber, membro do Comité Central. Na sua intervenção, o PCP sublinhou a importância da...

Destruição de arsenal sírio avança

Uma segunda equipa de inspectores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) deverá chegar nos próximos dias à Síria para se juntar ao contingente da OPAQ e das Nações Unidas que já iniciou a monitorização da...