Resultados da luta
A Scotturb foi obrigada a readmitir um dos trabalhadores que despediu, num contexto de repressão em que «é usual a existência de processos disciplinares, por tudo e por nada». A notícia foi dada no sábado, dia 21, pela Fectrans/CGTP-IN, reportando à divulgação de um acórdão do Tribunal da Relação, que impõe também que sejam pagas ao trabalhador as retribuições devidas desde a data do despedimento, acrescidas de juros de mora. «Foi mais uma vitória da persistência de quem luta para que o regime democrático entre naquela empresa e sejam respeitados os direitos dos trabalhadores e as leis», congratulou-se a federação.
A Fectrans denunciou, a propósito das práticas patronais repressivas, que três trabalhadores estão a passar os dias nas instalações da Scotturb, sem lhes ser atribuído serviço compatível com todas as funções para que foram admitidos, enquanto persiste a contratação a prazo, para ocupar postos de trabalho permanentes.
A 10 de Outubro, vai ter lugar o julgamento de outro trabalhador, despedido por ter participado num piquete de greve. O julgamento do caso de um antigo dirigente sindical, que permaneceu meses seguidos no portão da empresa, em protesto por estar sem ocupação, foi adiado para 13 de Dezembro.
No dia 18, véspera do início de uma série de greves de uma hora diária, a Postejo pagou 300 euros do subsídio de férias a todos os trabalhadores, informou a União dos Sindicatos de Santarém, realçando que a luta na empresa de Benavente «já está a resultar». No dia 19, os trabalhadores reuniram-se à porta da fábrica e decidiram suspender a greve, até ao fim deste mês, e realizá-la a partir de 1 de Outubro, se entretanto não for pago o salário de Setembro e o resto dos subsídios de férias.