A proposta reivindicativa para 2014, aprovada anteontem na cimeira da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, contém a exigência de uma actualização salarial de 3,7 por cento, com um valor mínimo de 40 euros. O subsídio de refeição deverá subir para 6,50 euros. No documento, enviado em seguida ao Governo, são indicados números da DGAEP (Ministério das Finanças), que reflectem o congelamento das remunerações, para estimar uma perda de poder de compra de 7,6 por cento, nos anos de 2011 e 2012, a agravar os 13 por cento perdidos de 2000 a 2011.
A Frente Comum exige que sejam regularizadas todas as situações de precariedade, integrando no quadro dos serviços todos os trabalhadores contratados a prazo, muitos deles há já vários anos, e que seja reposto o valor do pagamento do trabalho extraordinário.
Para além da jornada nacional de ontem, contra o corte nas pensões, a Frente Comum vai realizar um protesto, no dia 30, frente ao Ministério das Finanças, contra o aumento do horário de trabalho.