Não à agressão à Síria
Hoje e amanhã realizam-se, respectivamente em Lisboa e no Porto, concentrações contra uma agressão externa à Síria e pela paz na região.
Continua a haver razões para sair à rua em defesa da Paz
Em Lisboa, a acção está marcada para as 18 horas, nos Armazéns do Chiado, com desfile até ao Largo de Camões; e no Porto, a convocatória é para as 17h30 na Praça da Liberdade, junto à Igreja dos Congregados. No Porto a acção é promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, com o apoio da União de Sindicatos do Porto/CGTP-IN, enquanto que em Lisboa o protesto é convocado por um grupo de organizações.
Num comunicado tornado público anteontem, o CPPC reafirma a convocatória para as duas acções, garantindo que as «forças da paz têm razões acrescidas para fazer ouvir a sua voz». Se a ameaça de guerra directa dos EUA à Síria «parece ter sido momentaneamente afastada», isso deve-se à «determinação e resistência do povo sírio face à agressão estrangeira», ao papel da Rússia e da China em defesa dos princípios da Carta da ONU e ao relativo isolamento dos EUA face à sua intenção de «praticar um autêntico acto de terrorismo de Estado». Mas deve-se também, e em grande medida, a uma opinião pública que «não se deixou manipular pela gigantesca e desumana operação com que os EUA pretenderam “justificar” mais uma guerra de agressão contra um Estado que persiste em afirmar a sua soberania e independência».
Ameaça continua
O CPPC acrescenta outras razões para se sair à rua em defesa da Paz. A guerra na Síria continua, assim como a preparação dos pretextos para a intensificar: os EUA e os seus aliados estão a reforçar o seu apoio «aos grupos mercenários e terroristas que actuam na Síria, perpetrando todo o género de crimes e procurando semear a divisão étnica e do país». As consequências para o povo sírio são dramáticas, com dezenas de milhares de mortos e milhões de refugiados e a destruição do país.
Face a isto, o CPPC entende que às «forças e a todos os amantes da paz coloca-se a necessidade de agir em prol do fim da guerra, da morte e da destruição». Estes irão expressar, nas acções de rua de Lisboa e do Porto, a exigência do fim da agressão contra a Síria e das acções de desestabilização deste país, promovidas por potências estrangeiras; o apelo ao diálogo, à negociação e à diplomacia para uma solução pacífica dos conflitos na região; a exigência de uma investigação completa, não só dos ataques com armas químicas, como também de outros crimes ocorridos neste conflito, e a punição dos seus responsáveis; a criação de um Médio Oriente livre de armas de destruição massiva, incluindo as armas nucleares.
Do Governo português exige-se que, em consonância com a Constituição da República Portuguesa, «condene a agressão ao povo sírio e rejeite a participação de Portugal, de forma directa ou indirecta, nessa agressão».