Brigada europeia reitera solidariedade
Oriundos de 16 países do velho continente, entre os quais Portugal, 121 europeus estiveram em Cuba integrados no 43.º contingente «José Martí» de solidariedade para com a revolução e o povo cubanos. De 1 a 19 de Julho, os brigadistas participaram em debates, conferências, conversas e colóquios, em actividades produtivas, lúdicas e desportivas; contactaram com a população e a cultura do país, e tiveram oportunidade para conhecer cidades, monumentos e lugares relevantes na história da ilha socialista, mas também no seu presente.
No final do programa de actividades, os membros do contingente europeu aprovaram uma declaração na qual sublinham que, «há mais de 50 anos que o sistema político socialista cubano é vítima de calúnias, difamações e distorções promovidas pelos grandes meios de comunicação dominados pelo imperialismo». Não obstante, acrescentam, Cuba resiste não apenas à «máquina manipuladora da grande imprensa», mas, ainda, «a todas as investidas terroristas orquestradas pelo governo dos EUA, cujo principal expoente é o ilegal, injusto e obsoleto bloqueio económico, comercial e financeiro imposto à ilha, que obrigou o povo cubano a resistir com força e criatividade face à falta de alimentos e outros bens, e à proibição de importar o exportar novas tecnologias».
Neste contexto, os 121 brigadistas pronunciaram-se unanimemente «contra as campanhas injuriosas promovidas pelos monopólios mediáticos imperialistas, pelo fim do criminoso bloqueio contra Cuba e da chamada Posição Comum Europeia, e pelo desmantelamento da Base Militar de Guantanamo e a devolução integral do território ocupado aos seus legítimos donos». Comprometeram-se, para mais, a «divulgar, a partir das experiências vividas, a verdadeira realidade cubana, o espírito do seu povo e o compromisso deste em prosseguir a obra socialista iniciada há mais de cinco décadas», e a expressarem de todas as formas possíveis e em todos os fóruns, a mais enérgica oposição às intentonas imperialistas que pretendem negar a Cuba o seu direito à independência, soberania e autodeterminação».
Os Cinco sempre presentes
Após três semanas em Cuba, os participantes na 43.ª brigada internacional manifestaram-se, igualmente, empenhados em prosseguir a luta pela libertação dos patriotas cubanos que permanecem encarcerados injustamente nos EUA, desde logo através da divulgação do XI Colóquio Internacional de Solidariedade, que decorrerá em Holguín, bem como do III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba, agendado para 2014.
Num texto a que o nosso jornal teve acesso, reiteram que «só a solidariedade internacional e a unidade de acção dos homens e mulheres honestos do mundo será capaz de romper as cadeias da injustiça», e garantem que vão «intensificar as acções nos nossos países e no território dos EUA», bem como junto do Parlamento Europeu; apoiar a campanha mundial 5 pelos Cinco» e «continuar a exigir que se respeite o direito de visista de Adriana Pérez ao seu esposo, Gerardo Hernández [condenado a duas penas perpétuas mais 15 anos]»; intensificar «o trabalho com parlamentares, sindicalistas, religiosos, personalidades e movimentos sociais» e «incentivar o envio de mensagens ao presidente Barack Obama reclamando que este conceda indultos» aos patriotas cubanos presos por razões políticas.