Espanha assume perdas da banca


O Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), organismo criado em 2009 pelo governo de Espanha para salvar o sistema bancário, deu como perdidos 36 mil milhões de euros injectados em várias entidades financeiras.

Em Outubro do ano passado, o presidente do governo Mariano Rajoy assegurou no parlamento que o Estado nunca renunciaria aos fundos públicos canalizados para a banca, na altura estimados em 40 mil milhões de euros.

Porém, ao divulgar, dia 26, as contas de 2012, o FROB reconheceu que se perdeu a maior parte dos 52 mil milhões aplicados no Bankia, Novagalicia (NCG), Catalunya Banc, Banco de Valencia, Caja España Ceiss e BMN.

Isto significa que, ao contrário do que havia prometido Rajoy, estas entidades não serão obrigadas a ressarcir o Estado das ajudas recebidas, cujo montante é similar aos cortes que o governo conservador aplicou nos sistemas de Educação e Saúde.

Assim, só nos últimos três anos, segundo referiu o jornal El País, o salvamento da banca já custou aos contribuintes espanhóis 36 931 milhões de euros, com a agravante de se preverem para este ano novas intervenções no Catalunya Banc e Novagalicia, bem como o reforço de fundos de quatro entidades: BMN, Caja3, Liberbank e Caja España.

 



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