O espectáculo teatral que será apresentado nos sábados de manhã no auditório da exposição evocativa de Álvaro Cunhal é a décima produção do Teatro do Zero. A peça, estreada anteontem, será apresentada amanhã às 11 horas no Ateneu Artístico Vilafranquense, e depois de amanhã, às 23 horas, na tertúlia do Teatro do Zero no mesmo local.
No texto de apresentação da peça «Barrigas e Magriços», o Teatro do Zero recorda que «num Portugal de há muitos anos atrás, havia homens que comiam tanto tanto que todo o corpo podia ser estômago; outros, não tinham nada para lá meter. Os primeiros, Barrigas; e os segundos Magriços – símbolos da maior injustiça que há entre os homens, que é uns poderem viver servindo-se dos outros (…) Mas o tempo muda, os dias florescem e os homens, quando são Magriços, não o querem ser para sempre. E para isso revoltam-se, apoiam-se, sonham com um mundo onde todos são iguais e ninguém tem que servir ninguém. Outros, quando são Barrigas, querem continuar sempre a ser servidos. Os Soldados, chamados, têm que fazer uma escolha – quem acham que eles deviam defender? O tempo mudou. Era Primavera...»
O mesmo texto será levado à cena pelo Teatro Nova Morada, com estreia marcada no dia 1 de Maio no auditório da companhia, em Paço d' Arcos. A teatralização é de Leandro Vale.