Europa do desemprego

O relatório sobre o emprego e a situação social na União Europeia (UE), divulgado, dia 26, pela Comissão Europeia, reconhece que «a disparidade no desemprego entre o Sul/periferia e o Norte da zona euro atingiu uma diferença sem precedentes de dez pontos percentuais em 2012».

O documento constata que o emprego caiu no ano passado em 13 estados-membros da UE, tendo aumentado apenas em oito. As maiores quebras foram observadas na Grécia (-6,5%), na Bulgária (-4,9%), no Chipre (-4,8%), na Espanha (-4,5%) e em Portugal (-4,3%). Em contrapartida, a Roménia (3,5%), o Reino Unido (1,8%) a Alemanha e a República Checa (ambas com 0,8%) foram os países com os maiores saldos positivos na criação de emprego.

Não obstante, nos 27 estados-membros, o emprego total baixou 0,4 por cento apesar de o trabalho a tempo parcial ter continuado a aumentar.

No terceiro trimestre de 2012, cerca de 11,2 milhões de pessoas (4,6% da população activa) estavam desempregadas há mais de um ano, valor 86 por cento acima do registado em 2008.

O desemprego de longa duração afectou mais a população juvenil (7,1% contra 6,3% um ano antes): cerca de oito milhões de jovens com menos de 25 anos não trabalhavam, não estudavam, nem frequentavam qualquer formação, segundo os dados de Bruxelas.

O executivo comunitário admite ainda que «a contenção dos orçamentos públicos afectou negativamente o emprego, tanto directamente, através da redução do emprego no sector público, como indirectamente, através da redução da procura macroeconómica agregada».

As alterações aos sistemas fiscais e das prestações sociais, bem como as reduções salariais do sector público «levaram a importantes reduções do rendimento real das famílias, exercendo uma forte pressão sobre o nível de vida das famílias com baixos rendimentos», acrescenta a Comissão Europeia.



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