Pobreza atinge mais as mulheres
O relatório da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), relativo a 2011, conclui que «o fenómeno da pobreza não é neutro» e atinge «particularmente as mulheres».
Apesar de Portugal estar entre os países da Europa com mais mulheres no mercado de trabalho (61,1%), os seus salários «são mais baixos, são mais afectadas pelo desemprego e têm menos protecção social».
O estudo, que se baseia em dados europeus e do Instituto Nacional de Estatística (INE), apurou que a taxa de risco de pobreza, em 2009, antes de qualquer transferência social, era de 34 nos homens e de 35 nas mulheres, números que baixam depois das transferências para 16 nas mulheres e 15 nos homens.
Nas mulheres com idade entre os 18 e os 64 anos, a taxa de intensidade da pobreza, naquele ano, foi de 25,7 por cento. Para além de uma maior percentagem de precariedade, em 2011, a remuneração média das mulheres representou 82,1 por cento da dos homens.