JCP apela à resistência dos jovens portugueses

Derrotar esta política e este Governo

O Or­ça­mento do Es­tado para 2013 não vai re­solver o pro­blema do dé­fice das contas pú­blicas, nem da dí­vida pú­blica, nem do de­sem­prego. Se­gundo a JCP, todos os pro­blemas do País e dos jo­vens serão agra­vados.

Os cortes são bru­tais e sig­ni­fi­carão a mi­séria

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Para os jo­vens, em par­ti­cular, sa­li­enta o Se­cre­ta­riado da Di­recção Na­ci­onal da JCP, este Or­ça­mento do Es­tado (OE) é «mais uma ma­cha­dada nas suas as­pi­ra­ções de eman­ci­pação, de um pre­sente e fu­turo de re­a­li­zação pes­soal e co­lec­tiva».

«Na edu­cação, no em­prego, nos apoios so­ciais e nas mais di­fe­rentes áreas da so­ci­e­dade, os cortes são bru­tais e sig­ni­fi­carão a mi­séria, o aban­dono es­colar, o de­sem­prego e/​ou a emi­gração para a ge­ne­ra­li­dade da ju­ven­tude por­tu­guesa», ad­verte a JCP, in­for­mando que só na edu­cação o corte será de 1125 mi­lhões de euros, com­pa­rado com o OE de 2011.

«O ob­jec­tivo de des­pedir mi­lhares de fun­ci­o­ná­rios pú­blicos com con­trato a termo, em es­pe­cial na edu­cação, agra­vará as inú­meras si­tu­a­ções já exis­tentes de falta de fun­ci­o­ná­rios não do­centes e de pro­fes­sores, que re­sultam no con­ges­ti­o­na­mento de ser­viços das es­colas, so­bre­lo­tação de turmas, turmas sem pro­fes­sores a de­ter­mi­nadas dis­ci­plinas, sub­sí­dios cor­tados ou cujo pa­ga­mento é adiado por tempo in­de­ter­mi­nado e in­ca­pa­ci­dade das es­colas de uti­li­zarem na ple­ni­tude todas as suas va­lên­cias», sa­li­entam, em nota de im­prensa, os jo­vens co­mu­nistas.

No mundo do tra­balho o ce­nário não é me­lhor, com o au­mento dos im­postos e os cortes no sub­sídio so­cial de de­sem­prego para va­lores abaixo do li­miar da po­breza. «A au­sência de me­didas reais de com­bate à fuga e evasão fis­cais, os re­gimes es­pe­ciais de in­ves­ti­mento em­pre­sa­rial, os quase nulos au­mentos de im­postos sobre as grandes for­tunas e os ren­di­mentos dos grandes grupos eco­nó­micos, são ele­mentos que su­bli­nham a op­ções de classe deste Go­verno: roubar o povo, fa­vo­recer o ca­pital», acusa a JCP, que apela a todos os jo­vens para que «pros­sigam e re­forcem a luta contra esta po­lí­tica» e contra «este Or­ça­mento e o pacto de agressão das troikas na­ci­onal (PS/​PSD/​CDS) e es­tran­geira (CE/BCE/FMI)».

«A luta diária, em cada es­cola, em cada uni­ver­si­dade, em cada local de tra­balho é a única forma de re­sistir a este gra­vís­simo ataque. Mais ainda, a adesão de todos os tra­ba­lha­dores à greve geral, assim como a par­ti­ci­pação de todos os jo­vens nas ac­ções de rua no dia 14 de No­vembro, re­veste-se de um ca­rácter fun­da­mental no ca­minho que é ne­ces­sário tri­lhar para der­rotar esta po­lí­tica e este Go­verno, e impor uma al­ter­na­tiva que sirva ao País, à ju­ven­tude e ao povo», de­fendem os jo­vens co­mu­nistas.


De­bate em São João da Ma­deira
Pre­parar o En­contro Na­ci­onal da JCP

No dia 27 de Ou­tubro re­a­lizou-se, em São João da Ma­deira, mais uma ini­ci­a­tiva de pre­pa­ração do En­contro Na­ci­onal do En­sino Se­cun­dário da JCP, que contou com a pre­sença de cerca de 50 es­tu­dantes.

Ali abordou-se o Pro­jecto de Re­so­lução Po­lí­tica do ENES, es­pe­ci­al­mente as re­centes al­te­ra­ções ao Es­ta­tuto do Aluno.

No de­bate «foi pos­sível apro­fundar as con­sequên­cias dra­má­ticas que esta lei tem na vida dos es­tu­dantes, no­me­a­da­mente no ataque às suas li­ber­dades e à pró­pria de­mo­cracia dentro das es­colas, bem como à trans­for­mação de cada es­tu­dante num po­ten­cial cri­mi­noso que tem de ser pu­nido ra­pi­da­mente, seja por via de ex­pul­sões, sus­pen­sões ou trans­fe­rên­cias de es­cola, seja pelo ex­tre­ma­mente in­justo re­gime de faltas que pode im­plicar o pa­ga­mento de multas fi­nan­ceiras ou a perda do acesso aos apoios so­ciais», in­forma a Or­ga­ni­zação do En­sino Se­cun­dário de Aveiro da JCP.

Em São João da Ma­deira ficou clara também a di­fe­rença de tra­ta­mento e de con­di­ções que existe entre os es­tu­dantes do en­sino re­gular e do en­sino pro­fis­si­onal. «Em­bora ambos se con­frontem com ex­tremas di­fi­cul­dades para pros­se­guir os seus es­tudos, os úl­timos são ainda con­fron­tados com di­fi­cul­dades agra­vadas que têm na falta de igual­dade no acesso ao En­sino Su­pe­rior uma das mai­ores evi­dên­cias, a par do não pa­ga­mento atem­pado de sub­sí­dios, de um re­gime de faltas ainda mais res­trito ou da falta de ma­te­rial e es­paços es­pe­cí­ficos para os seus cursos em muitas es­colas».

De­pois do de­bate teve lugar um con­vívio com dois con­certos e muita ani­mação, ter­mi­nando a ini­ci­a­tiva com um jantar que con­tri­buiu para re­forçar a con­fi­ança e de­ter­mi­nação nas grandes po­ten­ci­a­li­dades que a luta dos es­tu­dantes e a sua or­ga­ni­zação re­vo­lu­ci­o­nária, a JCP, têm para crescer, alargar e se in­ten­si­ficar.



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