Milhares de estudantes, a maioria do ensino secundário, manifestaram-se no sábado, 6, em 20 cidades italianas, condenando os cortes na educação e a política anti-social do governo chefiado por Mário Monti.
Os elevados preços dos livros, o aumento das propinas universitárias, a privatização das escolas públicas, a mercantilização do conhecimento e o direito ao trabalho foram alguns dos temas evocados em cartazes e palavras de ordem.
As manifestações mais participadas tiveram lugar em Roma, Milão, Turim, Bolonha, Pisa, Nápoles e Palermo. Na capital, os jovens marcharam para o Ministério da Educação, sendo alvo dos golpes das forças policiais, que terão provocado pelo menos quatro feridos.
As associações promotoras da jornada de luta denunciaram a brutalidade da actuação policial, que fez uso excessivo da força, alvejando os manifestantes com gases lacrimogéneos.
Também em Turim e Milão (Norte) se registaram confrontos com a polícia, deles resultando 20 feridos no primeiro caso e pelo menos uma dezena no segundo.
Vários jovens queixaram-se de ter sido derrubados e arrastados pelos agentes. Face às denúncias, o governo decidiu abriu um inquérito sobre a actuação das forças da ordem.
Várias associações de estudantes prometem uma jornada nacional de protesto para o próximo dia 27, em que o objectivo é derrotar o projecto de reforma educativa, alegadamente baseado no «mérito», apresentado pelo ministro da Educação, Francesco Profumo.