Frases

«O que Passos Coelho não disse – e que admito que provavelmente não saiba, pois não o quero acusar de o estar a omitir deliberadamente – é que, até o seu querido neoliberalismo dominar a política europeia, o défice não era um problema determinante na avaliação e na gestão dos Estados.»

(São José Almeida, Público, 30.06.12)

 

«Ao comparar o Portugal de hoje com o Portugal de há 37 anos e ao reduzir a história da democracia portuguesa ao insucesso do défice, qual a solução que Passos Coelho admite que seja viável para resolver a sua preocupação com a contabilidade num país periférico e economicamente subdesenvolvido? Que os portugueses voltem a andar descalços? O regresso à ditadura?»

(Idem, ibidem)

 

«Há ultimamente a ideia, errada, de que as dificuldades se resolvem com a realização de mais exames e com mais tempo de aulas.»

(Daniel Sampaio, DN, 30.06.12)

 

«Os nossos parceiros ocidentais querem decidir o resultado do processo político na Síria, apesar de essa ser uma tarefa para os sírios.»

(Guennadi Galitov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Público, 01.07.12)

 

«Tudo indica que, assente a poeira, a crise continua em regime agónico.»

(Viriato Soromenho-Marques, DN, 02.07.12)

 

«Não me parece que seja possível cortar mais [no SNS].»

(António Sarmento, Público, 02.07.12)

 

«E esta ditadura da austeridade... Não haverá hoje uma outra nova ditadura?»

(D. Januário Torgal, i, 02.07.12)

 

«A minha alternativa à receita deste Governo é pedir, pelo menos, mais um ano [à troika].»

(António José Seguro, Diário Económico, 03.07.12)

 

«Há uma coisa que a troika e, particularmente, os portugueses sabem, é que se fosse hoje primeiro-ministro também cumpriria e honraria os compromissos estabelecidos pelo Estado português.»

(Idem, ibidem)

 

«Sempre que possível, os executivos saídos de eleições são substituídos por outros liderados por algum economista com o selo de garantia do BCE, do Goldman Sachs, do Lehman Brothers, ou equivalente. No mínimo, as pastas da economia e das finanças deverão ser entregues a um legítimo representante da corporação.»

(João Pinto e Castro, Jornal de Negócios, 03.07.12)