Dezenas de activistas da CDU reuniram-se sábado, 9, no salão dos Bombeiros Voluntários do Algueirão, num Encontro Concelhio onde se prestaram contas da actividade desenvolvida e se projectou a afirmação da alternativa que se reforça com a intensificação da luta.
As mais de 20 intervenções centraram-se no balanço do trabalho realizado nas instituições, onde os eleitos da CDU assumiram importantes responsabilidades e têm obra feita em prol das populações, e fora delas, nas ruas, dando voz à reivindicação, à denúncia e ao protesto em torno das questões que exigem resolução e dos problemas persistentes nas freguesias e no concelho.
No Encontro, os participantes aprovaram por unanimidade uma resolução na qual se sublinha que a Coligação prosseguirá a luta de massas contra o pacto de agressão e as consequências que este instrumento de ajuste de contas com Abril faz sentir em Sintra. É o caso da chamada reforma administrativa que pretende liquidar cerca de metade das 20 freguesias do concelho, bem como a chamada Lei dos Compromissos, que impõe o estrangulamento dos municípios e propicia a extinção e/ou a privatização de importantes serviços públicos, o despedimento de funcionários ou a sua mobilidade forçada.
Flagelo social
A CDU sublinhou ainda os eixos essenciais da sua intervenção numa Resolução aprovada por unanimidade, frisando a prioridade para a defesa dos trabalhadores e dos seus direitos económicos e sociais, do direito aos serviços públicos de Saúde, Educação e Transportes, da capacidade produtiva instalada em Sintra, do aproveitamento dos recursos e potencialidades e da implementação de políticas locais que promovam o progresso, bem-estar e desenvolvimento harmonioso do concelho, bem como o intransigente combate a todas as medidas que prossigam o roubo e empobrecimento da generalidade do povo, o aumento da exploração, o desprezo pelas dificuldades, necessidades e aspirações de largas camadas sociais e de amplos sectores antimonopolistas.
Rogério Cassona, da direcção do Partido Ecologista «Os Verdes», e José Casanova, membro do Comité Central do PCP, encerraram o Encontro saudando o conhecimento detalhado dos principais flagelos que afectam o concelho demonstrado pelos presentes e a determinação em resistir e alargar a mobilização em torno da resolução das questões concretas e da construção da alternativa para Sintra e para Portugal.