Saldos
«Os quadros técnicos não estão em saldo» – protestou a Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos, que no dia 5 reagiu às notícias sobre o «Estímulo 2012» e as ofertas, dirigidas a desempregados com formação superior, de emprego temporário com remunerações ao nível do salário mínimo nacional, para funções profissionais no âmbito das suas competências. Com tal medida, o Governo garante ainda às empresas uma comparticipação do Estado, por um período até seis meses, num valor que pode chegar a metade do salário.
Esta «subsidiação de empresas privadas» merece «as maiores reservas» da Confederação de Quadros, que considera «inaceitável que o Governo seja activamente conivente, e mesmo promotor, da humilhante degradação salarial e de inserção profissional dos quadros técnicos». A confederação avisa que, «ainda que agora dirigida aos que se encontram em situação de desemprego, a aplicação da ideia contribuirá, inevitavelmente, para incentivar investidas equivalentes para os que se encontram no activo». Com este tipo de medidas, «precariza-se o emprego profissional dos quadros técnicos; não se resolve o gravíssimo problema do desemprego; transfere-se dinheiros públicos para as empresas privadas; e enfraquece-se o sistema de Segurança Social».