- Nº 2009 (2012/05/31)

Derrotar os grandes interesses

PCP

O PCP denuncia, num comunicado do sector de transportes da Organização Regional de Lisboa, que o roubo nos salários dos trabalhadores das empresas públicas, levado a cabo entre 2010 e 2011, está a ser canalizado para pagar juros à banca. Os comunistas realçam que «só em seis empresas roubaram 72 milhões de euros ao trabalho» e que em quatro delas o aumento das despesas com juros foi de 89 milhões. Assim, o «dinheiro que recebemos a menos é todo para que os banqueiros recebam mais».

Os comunistas realçam ainda que, se em 2011 o roubo aos trabalhadores foi de cerca de 15 por cento, em 2012 rondará os 30 por cento, «com os roubos acrescidos entretanto decididos sobre os subsídios e com o pacote laboral». Esse dinheiro subtraído aos trabalhadores terá o mesmo destino que no ano passado, ou seja, irá «alimentar a banca».

Para além do ataque aos salários, os comunistas chamam ainda a atenção para o ataque em curso contra as empresas públicas do sector: o futuro da NAV está em causa com o bloco ibérico e a «entrega a Espanha do controlo do nosso espaço aéreo; a TAP está ameaçada por uma privatização que, garante o PCP, a destruirá; a liquidação do Metro de Lisboa e da Carris poderá estar em marcha, com a entrega à Transdev e à DB da exploração dos seus serviços. À mesma DB poderá ser entregue a CP Carga, enquanto que a EMEF está a ser liquidada e submetida aos interesses da Siemens e da Alsthom. Depois de encerrados todos os serviços não apelativos para o capital também a CP será entregue às multinacionais, alertam os comunistas.

Para o PCP, os trabalhadores do sector dos transportes têm que lutar contra esta política de «traição nacional», derrotando os «poderosos interesses que se alimentam da destruição do nosso País e da crescente exploração do nosso povo».