Unidade e luta
O PCP apela aos trabalhadores da Conforlimpa para que se unam e lutem pois só assim é possível «salvaguardar direitos, defender a dignidade e forçar a mudança de políticas». Num comunicado da célula do sector de limpeza e vigilância de Coimbra, os comunistas denunciam a repetição sucessiva de atrasos no pagamento dos salários a estes trabalhadores – o salário de Março só foi pago nos dias 12 e 13 e o salário de Abril não tinha ainda sido pago no dia 11, pelo menos em alguns serviços. Normalmente os trabalhadores recebiam o seu vencimento entre 1 e 5 de cada mês.
O PCP lembra que os atrasos, para além de ilegais, trazem graves problemas para os trabalhadores e suas famílias, que têm compromissos para honrar. «A empresa desculpa-se com os atrasos das empresas a quem presta serviços que, em Coimbra, são quase todas de serviços públicos, como a Segurança Social, várias faculdades, GNR, e Bombeiros Sapadores, Piscinas e mercado D. Pedro V», revela o PCP, alertando para o facto de «este tipo de empresas não terem património próprio, e que o seu capital/caução não dá para cobrir os compromissos em caso de insolvência.
Para os comunistas, situações deste género só são possíveis porque os sucessivos governos têm produzido legislação que «retira direitos aos trabalhadores e que cria um clima de impunidade e desresponsabilização do patronato».
No Barreiro, a SEAE Iluminação, com cerca de meia centena de trabalhadores, está em processo de lay-off e assim se manterá nos próximos seis meses. Lembrando que muitas vezes as empresas recorrem ao lay-off com vista ao despedimento de trabalhadores, o PCP considera que o Governo tem de utilizar os mecanismos de que dispõe para garantir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores. Os deputados do PCP eleitos pelo distrito de Setúbal já questionaram o Governo sobre esta situação.