- Nº 2000 (2012/03/29)
Aveiro

Ocultação e manipulação derrotadas

Em Foco

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No distrito de Aveiro a greve geral teve uma dimensão significativa. Muitas escolas, agrupamentos, jardins de infância, repartições de finanças, serviços de segurança social, estações dos CTT, serviços municipais e de abastecimento de águas e outros serviços públicos foram afectados. Os hospitais e serviços de saúde funcionaram em serviços mínimos. Transportes públicos pararam (Moveaveiro a 100%), ou remeteram-se aos serviços mínimos, como foi o caso da CP. O Porto de Aveiro encerrou, representando um significativo avanço da luta dos seus trabalhadores. No sector privado registou-se níveis de adesão positivos no sector automóvel (CACIA-Renault 30%), nas empresas metalúrgicas (Funfrap, 60%, Flexipol, 60%), no sector corticeiro (Amorim Revestimentos 83%, Socori 50%, Amorim Cork Composits 40%), no calçado (C. Dietz 100%, Glessmioni 90%, Move-on 60%), nas empresas têxteis (Califa 30%, Hubertricot 30%, Trecar 50%), nos hipermercados (Pingo Doce, Espinho, 50%).

Neste distrito a greve geral de 22 de Março derrotou as manobras de ocultação e manipulação e criou melhores condições para a luta dos trabalhadores por uma nova política patriótica e de esquerda. Estes níveis de adesão são muito significativos, semelhantes, ou até superiores, aos da greve de 24 de Novembro, apesar de os trabalhadores e as populações enfrentarem enormes dificuldades.

Registe-se que no distrito o desemprego real é superior a 75 mil trabalhadores, assistindo-se a um crescendo dos encerramentos e insolvências (em 2011 faliram 2500 PME), enquanto as multinacionais aproveitam para deslocalizar e despedir.

Paralelamente, cresce o corte de remunerações, disparam os salários e subsídios em atraso, bem como os bancos de horas e horários, e, também, os regimes de lay-off abusivos.