UGT despreza trabalhadores
A Associação Nacional de Deficientes Sinistrados no Trabalho criticou, no início da semana, o secretário-geral da UGT, João Proença, por ter assinado um acordo de concertação social que faz aumentar o risco de acidentes de trabalho.
Com mais carga horária, «desorganização do tempo de trabalho, pressões psicológicas, aumento de precariedade» e o «desinvestimento dos patrões na prevenção e das doenças profissionais», o acordo «potencia mais acidentes e mais doenças profissionais», escreve o presidente da associação, Luís Machado, numa carta aberta a João Proença.
No documento, Luís Machado afirma que, com o aval de João Proença, muitos «trabalhadores vítimas (sem culpa) de acidente ou doença profissional» que ficaram incapacitados «podem, agora, ser facilmente despedidos por alegada inadaptação».
A associação considera que o acordo significa «um profundo retrocesso» dos direitos dos trabalhadores e um «manifesto menosprezo pelos direitos humanos dos trabalhadores».
Na carta, Luís Machado prevê que o sindicalista «ficará na memória» das famílias a quem «faltará o pão» quando «o acidente de trabalho ou a doença profissional ou o desemprego lhes bater à porta» em consequência do acordo assinado pela UGT com o Governo e os patrões.