Campo de concentração de Guantanamo

Dez anos de barbárie

Uma década depois de ter sido inaugurado, Guantanamo permanece um exemplo da barbárie que o imperialismo norte-americano impõe ao mundo.

Os EUA espezinham direitos cujo cumprimento exigem aos outros países

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A 11 de Janeiro de 2002, quando os primeiros 20 suspeitos de terrorismo chegaram à Base Naval que Washington mantêm ilegalmente na ilha de Cuba, os norte-americanos mostravam ao mundo homens agrilhoados de pés e mãos, encapuzados e vestidos de laranja, como é habitual nos condenados à morte nos EUA.

De então para cá, passaram por Guantanamo quase 800 indivíduos, alguns dos quais menores de idade. Os testemunhos de ex-reclusos e as denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos provam que as torturas e os abusos eram a norma por indicação do poder imperialista. Os crimes continuam impunes e a reparação das vidas destruídas é impossível.

Um dos primeiros actos de Barack Obama como presidente dos EUA, a 22 de Janeiro de 2008, foi assinar a ordem de encerramento do campo de concentração. «No prazo de um ano», afirmou.

Três anos passados, não só não o cumpriu, como, recentemente, promulgou uma lei que proíbe o encerramento daquele cárcere; a transferência dos prisioneiros para outros em território dos EUA, e autoriza os militares a deterem por tempo indeterminado supostos terroristas estrangeiros. A «guerra ao terrorismo» prossegue.

Em Guantanamo encontram-se actualmente 171 homens. Destes, 89 foram absolvidos das suspeitas que sobre eles pendiam, 48 não podem ser julgados por falta de provas e apenas seis (!) foram condenados.

Para assinalar a data, a Amnistia Internacional (AI) divulgou um relatório no qual sublinha que a raiz do problema não está em Guantanamo – ou Bragam, no Afeganistão, base que detinha 600 afegãos quando Obama tomou posse e agora aprisiona cerca de três mil, estando em curso obras de ampliação para que chegue a uma capacidade de cinco mil reclusos.

A raiz do problema, disse a AI, «reside na histórica dificuldade dos EUA em aplicarem os padrões internacionais de direitos humanos que exigem aos outros».


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