Frases
«O Tribunal [alemão] deu como provado o crime de corrupção [no caso da venda de submarinos a Portugal], mas as penas foram uma multa à empresa construtora e dois anos de cadeia, suspensa por igual período».
(Carlos Anjos,
Correio da Manhã, 23.12.11)
«Ou seja, a corrupção continua a compensar. Constatei que não estamos assim tão atrás dos outros, isto apesar de eles já terem conseguido encerrar este caso e nós não».
(Idem, ibidem)
«Talvez tenhamos já entrado no ciclo infernal da austeridade que gera recessão, que gera austeridade, que gera recessão... Não é coisa para acabar bem».
(Luciano Amaral,
ibidem)
«Em Portugal a reestruturação está muito na moda, mas não gosto dessa palavra. Na história da dívida, a reestruturação corresponde a uma operação totalmente controlada pelos credores. Quando o devedor quer tomar a iniciativa, tem de suspender os pagamentos da dívida, para obrigar os credores a sentarem-se à mesa e discutir condições».
(Éric Toussaint,
Público, 27.12.11)
«Uma reestruturação é o que a troika vai fazer na Grécia, impondo um corte de 50% na dívida dos bancos privados, em troca de mais austeridade no país. (...) Não é uma solução de verdade».
(Idem, ibidem)
«Se um país quiser sair desta crise, tem de romper com a troika. Tem de dizer: senhores, as condições que nos impõem são injustas e não nos servem a nível económico».
(Idem, ibidem)
«A Alemanha beneficia com o euro, pelas suas exportações e inclusive pelos empréstimos a Portugal. Quando vai financiar-se ao mercado, a Alemanha paga 1%, mas empresta a Portugal a 5%. Não é generosidade, é um bom negócio para a Alemanha».
(Idem, ibidem)
«Há uma chantagem da troika, que dá crédito para pagar aos credores, que são eles próprios e os bancos dos países do Centro europeu, e, em contrapartida, exige austeridade. Não há dúvida: é uma dívida ilegítima».
(Idem, ibidem)
«O descontentamento das populações pode abrir caminho a isso [a outro tipo de governo], mas não sei quando é que uma mudança desse tipo pode ocorrer na Europa. Os latino-americanos viveram 15 a 20 anos de neoliberalismo e de aceitação do pagamento da dívida soberana. Espero que não demoremos 20 anos na Europa».
(Idem, ibidem)