Administração Pública em plenário amanhã

«Defender os salários e as pensões, o emprego, os direitos, os serviços públicos e a democracia» são propósitos do plenário nacional marcado para amanhã, em Lisboa, a partir das 15 horas, no Rossio, com deslocação ao Ministério das Finanças, pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

Esta será a «primeira grande resposta» ao ataque do Governo contra os direitos dos funcionários públicos que, concretizando-se, resultará «num regresso ao 24 de Abril de 1974», avisou a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP/CGTP-IN), num comunicado que divulgou no dia 14.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local apelou, dia 13, à participação no plenário, num comunicado onde repudiou as novas medidas de austeridade, considerando fundamental a unidade e a determinação na luta que «irá, seguramente, conhecer patamares mais elevados».

Através de um comunicado de dia 13, onde convocou os trabalhadores para o plenário, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa lembrou as medidas gravosas para os trabalhadores e a população, constantes na proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012, salientando que, naquela Câmara, «os problemas agravam-se com o mais nefasto processo de reestruturação de serviços de que há memória».

Para dia 24, está marcada uma reunião da Frente Comum com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, onde analisarão a situação e acordarão acções de luta conjuntas.

 

Farsa negocial

 

Numa declaração divulgada dia 14, a Frente Comum justificou a sua ausência na reunião realizada na véspera, no Ministério das Finanças, por considerar que aquele encontro seria «uma farsa». Os sindicatos só no dia anterior tiveram acesso à contra-proposta do Governo, divulgada antes na comunicação social, impossibilitando uma análise ponderada dos seus conteúdos.

No mesmo documento, a FCSAP revelou que o Governo não enviou propostas sobre o «roubo dos subsídio de férias e de Natal, que o primeiro-ministro deu como aprovadas em Conselho de Ministros, continuando os roubos nos salários e pensões dos trabalhadores da Administração Pública, e uma brutal retirada de direitos». Como «o texto do Orçamento do Estado está fechado», a Frente Comum considerou que aquela negociação é uma farsa, motivo que a levou a denunciá-la, em conferência de imprensa onde salientou que só depois de negociar com os sindicatos é que o Governo poderia apresentar a sua proposta de Orçamento do Estado na Assembleia da República.



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