Têxtil perde exportações
Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a evolução dos sectores industriais tradicionais, entre 1993 e 2011, revela que a indústria têxtil perdeu dois terços do seu peso nas exportações. Se em 1993 os produtos têxteis representavam quase 30 por cento dos bens exportados, em 2010 esta percentagem foi de 10 por cento.
A esta redução do valor exportado «não é alheia a liberalização do comércio internacional, sobretudo devido à concorrência dos produtos provenientes da China e à deslocalização de empresas para outros países», explica o INE.
O sector ocupa agora o terceiro lugar das exportações nacionais depois de ter sido ultrapassado pelo material de transporte e pelo equipamento eléctrico e de óptica.
Os produtos das indústrias alimentares, bebidas e tabaco, pelo contrário, ganharam importância passando da quinta posição nas exportações, em 1993, para o quarto lugar em 2010.
Já os produtos de couro, onde se inclui o calçado, perderam peso (de 9,9 para 3,9 por cento), o mesmo acontecendo com os produtos florestais que representaram, em 2010, pouco mais de sete por cento das exportações (10,4 por cento em 1993).