Medidas gravosas

A propósito das novas restrições para a Saúde, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) condenou a intenção do Governo (PSD/CDS) de deixar de comparticipar, designadamente, as pílulas contraceptivas e a vacina contra o cancro do colo do útero, o que terá consequências gravosas para a saúde da mulher e para a sua sexualidade. «As medidas anunciadas são da maior gravidade para todos, mas constituem um inqualificável atentado aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres», revelando «uma miopia misógina relativamente às condições de vida e estatuto social das mulheres», acusa, em nota de imprensa, o MDM, lembrando que a «retirada das comparticipações na pílula anticoncepcional constitui um atentado à emancipação sexual das mulheres, que tão duramente tem sido conquistada, e ao exercício de uma maternidade responsável». Constitui, ainda, «um duro golpe no necessário planeamento familiar, de que tanto se fala mas que tão poucos têm coragem de implementar de forma consequente».

A retirada da comparticipação na vacina contra o colo do útero é, de igual forma, «um retrocesso no direito universal à Saúde», empurrando as mulheres e jovens raparigas a desistir de a comprar na farmácia, com todas as consequências futuras que daí advêm. «É lamentável e intolerável que se procure com cortes na Saúde (do SNS) as verbas para cobrir uma dívida que é resultado desastroso de sucessivas opções políticas, económicas e financeiras, tomadas nesta matéria pelos sucessivos governantes do auto-designado "arco de governo", ao longo de anos, ignorando todas as propostas alternativas que punham no cerne a defesa intransigente do bem-estar e da Saúde como bem público», lamenta o MDM.

Também a Associação para o Planeamento da Família manifestou a sua «profunda indignação» com as medidas anunciadas, que vão «agravar os custos em Saúde com tratamentos e internamentos hospitalares» e aumentar a «desigualdade social».



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