No dia em que se iniciaram os exames nacionais do Ensino Secundário, a JCP alertou para o facto de os mesmos serem «uma autêntica barreira na progressão dos estudos, um filtro de acesso ao Ensino Superior que em nada nivela e uniformiza o Ensino», como os sucessivos ministérios o têm afirmado.
«Com os exames nacionais e o limite de vagas de acesso ao Ensino Superior, ao longo dos anos, milhares de estudantes não chegaram a prosseguir os estudos e outros milhares sujeitaram-se a cursos que em nada correspondem às suas aspirações, nem às necessidades do País», referem os jovens comunistas, que não aceitam que o Ensino «seja feito em função dos exames nacionais», que «não se tenha em conta as condições sociais e económicas dos estudantes» nem «o ritmo de aprendizagem de cada aluno».
A JCP não aceita, de igual forma, que «os estudantes tenham que recorrer a explicações privadas e a outros materiais de apoio que não o manual escolar para garantir nota positiva no exame, pondo claramente em desigualdade os estudantes com menos condições económicas», e não compreende «as turmas sobrelotadas e a falta de condições materiais das escolas».
Relativamente ao programa do novo Governo, os jovens comunistas constatam que «a qualidade do Ensino será ainda mais penalizada com a redução de 30 mil professores nas escolas, o que implicará menos turmas, com mais alunos, e que a nova forma de financiamento das escolas, de acordo com o atingir de objectivos definidos, fomentará as «escolas de primeira» e as «escolas de segunda», em que os estudantes com piores condições sociais e económicas serão os mais prejudicados, empurrando-os para cursos profissionalizantes, criando assim mão-de-obra menos qualificada, mais barata e explorável».