Comunistas apelam à luta contra a política de direita

Clima de medo em Évora

A Co­missão Con­ce­lhia de Évora do PCP re­a­lizou, há dias, uma reu­nião alar­gada com a par­ti­ci­pação de ac­ti­vistas e di­ri­gentes sin­di­cais e as­so­ci­a­tivos, para ana­lisar as me­didas anun­ci­adas pelo Go­verno e os efeitos que as mesmas terão no agra­va­mento da de­gra­dação das con­di­ções de vida de todos os tra­ba­lha­dores e da po­pu­lação do con­celho.

Novo ciclo de ve­lhas e gastas po­lí­ticas

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«De­pois de anos e anos con­se­cu­tivos de po­lí­ticas de di­reita, er­radas e in­justas, que pe­na­lizam for­te­mente os tra­ba­lha­dores e o povo, sempre em be­ne­fício dos grandes in­te­resses eco­nó­micos, su­cedem-se novas e mais gra­vosas me­didas a uma es­cala nunca antes al­can­çada, im­postas pelos agi­otas do grande ca­pital in­ter­na­ci­onal e com a co­ni­vência com a troika na­ci­onal cons­ti­tuída pelo PSD, CDS e PS, que não res­peitam a Cons­ti­tuição da Re­pú­blica Por­tu­guesa e li­quidam a so­be­rania na­ci­onal», alertam os co­mu­nistas de Évora, lem­brando que «esta ce­dência à es­tra­tégia do­mi­nante do ca­pital na­ci­onal e eu­ropeu, sub­verte prin­cí­pios e di­reitos cons­ti­tu­ci­o­nais fun­da­men­tais, ao mesmo tempo que le­gi­tima e apro­funda a ex­plo­ração das classes mais des­fa­vo­re­cidas».

Em Évora, re­corda em co­mu­ni­cado a Co­missão Con­ce­lhia, a crise tem-se vindo a fazer sentir «cada vez mais» no con­celho, «au­men­tando os pro­blemas so­ciais de forma dra­má­tica sem que se vis­lumbre uma es­tra­tégia ade­quada ao de­sen­vol­vi­mento da re­gião, não se co­nhe­cendo qual­quer in­ter­venção ao nível da pro­tecção so­cial so­li­dária, na de­fesa da es­cola pú­blica, da saúde, da re­cu­pe­ração e di­na­mi­zação dos sec­tores eco­nó­micos mais pro­du­tivos e do in­ves­ti­mento pú­blico na pro­moção do em­prego».

«Cons­ta­tamos a exis­tência de um clima de medo e chan­tagem em muitas em­presas, com a ameaça de de­sem­prego sobre muitos dos mais de 400 tra­ba­lha­dores do Call Center, o au­mento da pre­ca­ri­e­dade e a ins­ta­bi­li­dade na Tyco, na Kmet, na Ad­mi­nis­tração Pú­blica e na Uni­ver­si­dade de Évora», de­nun­ciam os mi­li­tantes do PCP, que estão pre­o­cu­pados com as «di­fi­cul­dades cres­centes» na cul­tura, que re­sultam dos cortes nos fi­nan­ci­a­mentos do Go­verno e no atraso de pa­ga­mento da Câ­mara de Évora, e dos re­for­mados, com «a re­dução da com­par­ti­ci­pação dos me­di­ca­mentos e do valor das pen­sões», en­quanto «en­grossa a fi­leira dos jo­vens qua­li­fi­cados sem qual­quer pers­pec­tiva de um em­prego digno».

Estas po­lí­ticas de di­reita estão ainda a levar à ruína muitas pe­quenas em­presas, com­pro­me­tendo não apenas as pos­si­bi­li­dades de cres­ci­mento do con­celho e o cum­pri­mento dos seus com­pro­missos fi­nan­ceiros.

Neste sen­tido, o PCP exorta todos os tra­ba­lha­dores, os jo­vens, os re­for­mados, os pe­quenos em­pre­sá­rios, a re­sistir e a lutar «contra este novo ciclo de ve­lhas e gastas po­lí­ticas contra os seus in­te­resses». No dia 14, às 10 horas, terá lugar, na Praça do Ser­tório, em Évora, uma acção de pro­testo e luta, para dizer que é ne­ces­sário romper com este ciclo de po­lí­ticas.

 



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