Ordem rejeita racionamento de cuidados médicos
A Ordem dos Médicos lançou, dia 17, um apelo a todos os clínicos para que denunciem eventuais situações de restrição indevida de cuidados impostas por motivos orçamentais, garantindo que tomará medidas caso os doentes sejam afectados.
«A Ordem não aceita racionamento de cuidados. A qualidade dos cuidados é para se manter. A Ordem não vai abdicar de garantir a qualidade dos cuidados. O que temos o dever de fazer é eliminar os desperdícios e as falhas de organização», declarou à agência Lusa Jorge Espírito Santo, presidente do Colégio de Oncologia da instituição.
«Volto a reforçar o apelo para que todos os médicos dêem conhecimento de situações de restrição injustificada a que venham a ser obrigados por conselhos de administração», acrescentou Espírito Santo.
O alerta surge na sequência do corte de 200 milhões de euros nos custos operacionais dos hospitais públicos até 2012, imposto pela troika FMI/BCE/UE.