Greve
Na EPAL, os cerca de 250 trabalhadores iniciaram, dia 7, um mês de greve ao trabalho extraordinário contra a «dupla penalização» salarial, em vigor, em resultado dos cortes remuneratórios na Função Pública. Os cortes incidem no trabalho extraordinário (menos cerca de 30 por cento) e acrescem às reduções salariais impostas a todos os funcionários públicos ou de empresas públicas e participadas, com salários superiores a 1500 euros. A administração da Empresa Portuguesa de Águas Livres anunciou ter solicitado à Águas de Portugal que requeira um regime especial para a EPAL, como tem ocorrido noutras empresas de capitais públicos como a REN, a TAP, a EDP e a Refer, onde «não foram aplicados todos os cortes previstos no Orçamento do Estado», explicou à Lusa o dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, José Carlos Calixto.