Cerca de 50 mil pessoas participaram, no sábado, 9, em Budapeste, numa manifestação convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) para protestar contra as políticas de austeridade e exigir uma Europa mais social.
A manifestação, com o lema «Não às políticas de austeridade, por uma Europa social, por salários justos e pelo emprego», coincidiu com uma reunião de ministros das Finanças dos 27, em Gödöllö, a Nordeste de Budapeste.
Entre os participantes estiveram representantes de 45 confederações sindicais de 22 países europeus, incluindo Portugal. «É preciso reduzir a pressão sobre a Irlanda, a Grécia e Portugal», declarou, no final, John Monks, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, que propôs que se «relance o crescimento em vez de baixar os salários», e defendeu o diálogo social.»
Os manifestantes húngaros denunciaram o «autoritarismo» do governo de Budapeste que, segundo o presidente do sindicato Liga, Istvan Gasko, demonstra hipocrisia ao falar de um diálogo social que não existe.