Medidas injustas
Na última Assembleia Municipal de Campo Maior, realizada no dia 28 de Fevereiro, António Gonçalves, eleito do PCP, apresentou uma moção denunciando os brutais cortes efectuados pelo Governo do PS na área da saúde em Portugal e em particular numa região já desfavorecida pelos ataques dos sucessivos governos (PS e PSD) ao longo das últimas décadas.
O documento, aprovado por unanimidade, salienta que, segundo a Constituição da República, «todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover», e critica o facto de o Executivo PS ter negado «o direito ao pagamento do transporte para tratamentos e consultas, fazendo perigar a vida daqueles que não têm meios para suportar tal encargo».
Esta é mais uma medida a juntar às que o Governo já tinha tomado como a diminuição dos horários de atendimento nos centros de saúde, o fecho de alguns serviços de atendimento permanente, aumento de medicamentos, a retirada aos doentes crónicos de medicamentos gratuitos a que tinham direito.
«Este conjunto de medidas afasta as pessoas dos cuidados primários de saúde, retirando-lhes assistência e deixando-as entregues a si próprias, com particular incidência nas mais carenciadas e nas que vivem em situação de maior interioridade e isolamento», refere-se na moção, em que se manifesta preocupação com «o futuro das estruturas já existentes para prestar o serviço de transporte de doentes, designadamente as associações humanitárias de bombeiros», que, com esta medida, se vêem na contingência de despedir pessoal».