Beja luta pelo Intercidades
A Associação de Defesa do Património de Beja entregou anteontem na Assembleia da República uma petição com 15 071 assinaturas, a exigir a manutenção das ligações directas em comboio Intercidades até Lisboa e da ligação até Faro, assim como a electrificação do troço Casa Branca-Beja.
A concretizar-se a intenção da CP de acabar com tais serviços, a ligação entre Beja e Lisboa irá tornar-se «mais longa temporalmente e mais incómoda», salienta o abaixo-assinado, que diz que o projecto da CP, «de perspectiva puramente economicista, isola ainda mais a região, contribuindo para a sua desertificação e complicando os acessos a todos aqueles que possam vir a usufruir do futuro aeroporto de Beja».
Na segunda-feira, cerca de 700 pessoas comemoraram, ironicamente, em Beja, os 147 anos da chegada do primeiro comboio à cidade, na segunda manifestação realizada em menos de um mês contra o fim das ligações ferroviárias. O protesto, promovido pela Assembleia Municipal, de maioria CDU, decorreu junto à Estação da CP.
«As ligações ferroviárias directas entre Beja e Lisboa são essenciais para assegurar, em termos de facilidade e conforto, as deslocações dos utentes», como estudantes a frequentar os estabelecimentos de ensino ou doentes com consultas e exames que «só são possíveis em hospitais diferenciados» em Lisboa, disse, no local, Bernardo Loff, presidente da Assembleia Municipal.