O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, confirmou que o Ministério da Justiça está a estudar a possibilidade de processar o jornalista e fundador do WikiLeaks Julian Assange, que considera ser «um terrorista».
Para tal, a administração norte-americana precisa de provar que o site não é um meio de comunicação social e, por conseguinte, a obtenção e divulgação de milhares de documentos enquadrar-se-ia no conceito de conspiração para obter documentos secretos, explicou, deixando implícito que, neste contexto, os norte-americanos pedirão a extradição de Assange.
As palavras de Biden são ainda mais esclarecedoras quando admite que as iniciativas de Assange tornaram «mais complicada a condução dos negócios com os nossos aliados e amigos».
Questionado pelo El País sobre as forças que se movem contra si, Assange sublinhou que «de acordo com o vice-presidente norte-americano, a verdade sobre os Estados Unidos é terrorismo».
Na sexta-feira, 17, um dia depois de ter sido libertado pelas autoridades inglesas sob fiança, o australiano já havia advertido para a existência de uma campanha agressiva movida pelos EUA.
Empresas como a MasterCard, Visa, PayPal ou Amazon, e, mais recentemente, o Bank of America, retiraram o apoio ao WikiLeaks.