Sem dúvidas nem hesitações
Num tempo tão exigente em que se coloca aos trabalhadores e ao povo a necessidade imperiosa de lutar pelos seus direitos, a candidatura de Francisco Lopes afirma-se como parte integrante desta dinâmica de luta.
Os povos têm o direito de decidir do seu próprio destino
Numa semana marcada pela Greve Geral e pela grande manifestação «Paz Sim! NATO Não!» ficaram ainda mais claras as diferenças entre a candidatura comunista e as restantes. Dois dias antes do início da cimeira da NATO em Lisboa, Francisco Lopes fez uma declaração sobre política externa, na qual defendeu um «rumo de ruptura com a natureza do processo de integração europeia e com a atitude de submissão ao imperialismo e à NATO». Este rumo, explicitou, deverá integrar um «quadro diversificado de relações internacionais» e contribuir para um «mundo mais justo, de paz e cooperação onde seja assegurado aos trabalhadores e aos povos o direito a decidir do seu próprio destino».
Segundo o candidato, a política externa que «Portugal precisa de afirmar e que a minha candidatura preconiza baseia-se na defesa e promoção dos interesses legítimos de Portugal e dos portugueses», considerando a independência e soberania nacionais valores inalienáveis da nação e respeitando e valorizando a Constituição da República. Francisco Lopes defendeu uma «clara ruptura com o rumo de subserviência e envolvimento na estratégia de países e organizações internacionais comprometidas com o objectivo de dominação imperialista». A defesa do direito internacional, o respeito pelos direitos dos povos consagrados na Carta das Nações Unidas, a integridade territorial dos estados, a paz e a cooperação são alguns dos vectores da política proposta pelo candidato comunista.
Em contradição com esta (e com a própria Constituição) está a prática política das autoridades nacionais, ao terem recebido no País a cimeira da NATO com os objectivos declarados de incremento do militarismo e da corrida aos armamentos, do uso da ingerência, da chantagem nuclear e da guerra nas relações internacionais. A candidatura de Francisco Lopes é a única, como afirmou o próprio candidato, que «claramente protagoniza esta ruptura e pugna pelo efectivo respeito e cumprimento dos princípios e anseios do projecto de Abril consagrados na Constituição da República Portuguesa e dos seus desígnios de soberania, de progresso social, de justiça e de paz». Em coerência, no dia 20 o candidato comunista participou na grande manifestação «Paz Sim! NATO Não!».
Uma semana intensa
Francisco Lopes participou ainda em diversas iniciativas um pouco por todo o País. Ainda na quarta-feira, participou numa sessão pública na Academia de Santo Amaro, em Lisboa, onde teve oportunidade de explicar a sua proposta para as funções presidenciais e responder às muitas perguntas colocadas. No dia seguinte, o candidato comunista rumou ao Algarve onde se encontrou com trabalhadores da Groundforce, em Faro. A estes trabalhadores, que enfrentam um processo de despedimento colectivo, Francisco Lopes manifestou a sua solidariedade e lembrou que só com unidade e luta é possível inverter essa decisão. À noite, participou num jantar com apoiantes em Silves.
Na sexta-feira, Francisco Lopes esteve na Madeira, onde tomou contacto mais directo com os trabalhadores e as populações da região. Na sessão pública que fechou o dia de campanha, onde o candidato foi efusivamente recebido por centenas de pessoas, reafirmou-se a necessidade de reforçar a luta popular para levar a cabo a ruptura e a mudança de que o País precisa.
Depois de, no sábado, ter marcado presença na manifestação «Paz Sim! NATO Não!», Francisco Lopes rumou a Norte no domingo para participar em diversas iniciativas no distrito da Guarda. Em Gouveia, realizou um visita ao Cervas – Associação de Defesa do Ambiente, e em Seia almoçou com apoiantes. Francisco Lopes teve ainda oportunidade de se encontrar com agricultores em Pinhel. Na segunda-feira, o candidato comunista esteve no Porto num debate promovido pelo Clube dos Pensadores.
Debates televisivos são necessários
A candidatura de Francisco Lopes considera necessária a realização de debates televisivos com todos os candidatos, por ser este um elemento «incontornável para o esclarecimento do povo português sobre o posicionamento e propostas de cada uma das candidaturas». A candidatura comunista manifestou ainda inteira disponibilidade para neles participar, demonstrando uma «profunda preocupação face à indefinição das televisões para a sua concretização, em tempo útil».
Num comunicado de terça-feira, a candidatura de Francisco Lopes faz saber que escreveu em tempo oportuno às direcções de informação das três estações de televisão sublinhando as «exigências que se colocam nesta fase no plano da programação da pré-campanha e campanha eleitorais e que aconselham a ter, quanto antes, uma perspectiva quanto às datas e modelo dos debates a realizar».