O país dos advogados
Portugal é o país da Europa com mais advogados por juiz (14,5), um rácio maior do que o da Dinamarca, Noruega e Bélgica, e é o terceiro com mais procuradores (12,6 por 100 mil habitantes), atrás da Noruega e da Polónia.
Todavia, segundo o quarto relatório da Comissão Europeia para a Eficácia da Justiça (CEPEJ), um organismo do Conselho da Europa, o nosso país ocupa o meio da tabela quando se avalia a relação entre magistrados (juiz ou procurador) e funcionários judiciais (2,6), quase um terço do rácio da Espanha (6,8) e metade do rácio do Reino Unido (5,0).
O estudo, divulgado na segunda-feira, 25, não inclui Portugal na comparação das verbas ao dispor dos tribunais, Ministério Público e assistência judicial, uma vez que as autoridades nacionais não forneceram dados sobre o orçamento anual total atribuído a este sector da administração pública.
Entretanto, o secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, José Palma, considerou que, no que se refere ao número de magistrados, as «conclusões do relatório estão deturpadas», já que, em vez de abundância, existe «um quase défice», por falta de profissionais «recrutados pelos mecanismos legais normais».