Os viticultores do Douro continuam confrontados com o facto de não saberem a que preços vão ser pagas as uvas para o vinho generoso e para o vinho de mesa. «Esta é uma situação sem precedentes e basicamente provocada pelas grandes empresas do sector que querem forçar novas baixas nos preços das uvas e do vinho, na produção», denunciou, em conferência de imprensa, realizada na semana passada, na Régua, a AVIDOURO, informando que a quantidade de «benefício» para esta campanha foi fixado, em reunião conjunta no Interprofissional do Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP) «em 110 mil pipas de vinho generoso, o que equivale a 605 mil hectolitros».
«O que hoje se verifica é o "roer da corda" por parte das grandes empresas do Douro ao não avançarem com a indicação do preço, ao contrário daquilo que aconteceu em anteriores campanhas. Aliás, chegam a fazer crer que é um favor o facto de aceitarem receber as uvas dos vitivinicultores», acusa a AVIDOURO, defendendo que a Casa do Douro deveria «funcionar no pleno uso dos seus "poderes públicos", de entre os quais a capacidade de intervenção para a retirada dos excedentes de vinho e para a indicação de preços à produção».