Chile
Os trabalhadores da mina de San José protestaram, domingo, contra a incerteza quanto ao seu futuro e em defesa do pagamento das remunerações respeitantes aos 70 dias em que a exploração esteve inactiva devido à operação de salvamento de 33 mineiros.
Alguns dos mineiros que estiveram presos a 700 metros de profundidade viram os demais camaradas de trabalho alertarem para o facto de, na jazida concessionada à San Esteban, trabalharem outros 300 mineiros, e que a todos são devidos salários.
Saudando o resgate dos 33 mineiros e o seu exemplo de resistência, unidade e luta, a Central Unitária dos Trabalhadores do Chile (CUT) e a Federação Sindical Mundial também expressaram repúdio pela sonegação da jorna aos trabalhadores, pelas precárias condições de trabalho e pelas situações congéneres noutras minas do país (sem que governo e empresários se preocupem em encontrar soluções que garantam higiene e segurança na laboração), e contra o espectáculo mediático em curso.
Sobre este último aspecto, também alguns dos 33 resgatados já vieram a público manifestar a sua moléstia.
A CGTP também se associou às congratulações pelo salvamento dos 33 mas, em mensagem enviada à CUT, não deixou de sublinhar que «o sucesso da operação (…) não pode esconder as causas deste acontecimento nem a situação laboral dos mineiros».