Artistas norte-americanos exigem libertação
Cumpriram-se no dia 12 de Setembro 12 anos sobre a detenção dos Cinco patriotas cubanos em prisões norte-americanas. A data tem sido aproveitada para fazer crescer o coro de protestos contra a detenção e condenação injusta daqueles antiterroristas, cujo único «crime» foi o de tentarem evitar acções terroristas contra Cuba desencadeadas a partir de Miami.
No dia 11 de Setembro, um grupo de artistas dos EUA, encabeçado por Danny Glover e Edward Asner, e onde se incluíam, entre outros, Susan Sarandon, Oliver Stone, Martin Sheen, Pete Seeger, Ry Cooder, Bonnie Raitt, Crissie Hynde, Haskell Wexler, Graham Nash ou Jackson Browne, lançou um apelo aos colegas norte-americanos para que subscrevam uma carta, a enviar ao presidente Barack Obama, onde se exige a libertação imediata de Fernando Gonzalez, Gerardo Hernandez, Antonio Guerrero, Ramon Labañino e Rene Gonzalez.
No documento que apela a Obama para que outorgue uma Ordem de Clemência Executiva a favor dos Cinco, os primeiros signatários manifestam-se «sumamente consternados de que os Cinco cubanos – que não cometeram nenhum crime contra os EUA nem tão pouco constituíram uma ameaça contra a segurança nacional do nosso país – cumpram 12 anos de prisão».
O texto assinado ainda por James Cromwell, Mike Farrel, Buria Finkel, Richard Foos, Elliott Gould, Greg Landau, Francisco Lettier, Esai Morales ou Andy Spahn, lembra que «os Cinco vigiavam as actividades de grupos violentos de exilados cubanos em Miami, actividades semelhantes às que resultaram na morte de milhares de cubanos» e que os patriotas cubanos «estavam simplesmente a proteger o seu país contra futuros actos de terrorismo».
Glover visitou Gerardo
Antes da divulgação da carta aberta à subscrição, o coordenador da organização «Actores e Artistas Unidos pela Libertação dos Cinco», Danny Glover, visitou Gerardo Hernandez na prisão de máxima segurança de Victorville.
À saída do estabelecimento prisional afirmou que «o presidente Obama deveria perdoar Gerardo e os outros quatro cubanos. Eles eram soldados de primeira linha no combate contra o terrorismo. Mas em vez de utilizar a informação que os Cinco recolheram sobre pessoas que preparavam atentados contra civis, o FBI prendeu-os.
«Por outro lado, os que cometeram actos de terrorismo, tais como Posada Carrilles e Orlando Boch, caminham livres nas ruas de Miami e organizam iniciativas para recolherem fundos destinados às respectivas actividades», disse.