Economia paralela alastra em Portugal

A economia paralela representa em Portugal 19,7 por cento do PIB oficial, o que equivale a 33,56 mil milhões de euros, ou seja, o dobro do maior défice orçamental alguma vez registado.

De acordo com um estudo do austríaco Friedrich Schneider, que analisou 21 países da Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Económico, Portugal é o quarto país onde o peso da economia informal é maior, ultrapassando largamente a média de 14 por cento.

Só a Grécia (25,2 por cento), a Itália e a Espanha, com 22,2 por cento e 19,8 por cento, respectivamente, apresentam percentagens superiores.

Segundo as previsões do Governo as actividades económicas não declaradas crescerão este ano 0,7 por cento, ou seja, com o PIB a atingir 170,4 mil milhões de euros, a economia paralela representará 33,6 mil milhões de euros.

Nos primeiros anos desta década, a economia paralela perdeu peso no nosso país, passando dos 22,7 por cento do PIB em 1999/2000, para 18,7 por cento em 2008. A partir desse ano e até 2010 a economia paralela cresceu um ponto percentual, de 18,7 para 19,7 por cento, de acordo com o citado estudo.

Interrogado sobre esta questão, o ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou, no domingo, 5, que a economia paralela tem a vantagem de «dar emprego às pessoas».



Mais artigos de: Aconteceu

Governo moçambicano<br> suspende aumentos de preços

O governo de Moçambique decidiu, na terça-feira, 7, em Conselho de Ministros extraordinário, suspender todos os aumentos de preços dos bens de primeira necessidade, mediante a atribuição de subvenções do Estado. A decisão foi tomada uma semana depois do...

Protesto europeu contra xenofobia

Mais de 100 mil pessoas participaram, no sábado, 4, nas manifestações realizadas em 123 cidades de França, contra a política de expulsão de ciganos do presidente Nicolas Sarkozy, convocadas pelas centrais sindicais, diversas associações e por todos os partidos da...

Lida sentença no caso Casa Pia

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou ao fim, na sexta-feira, 3, com a leitura do acórdão final, quase oito anos depois de ter começado. Seis dos arguidos foram condenados a penas de prisão efectiva, variando entre 18 anos para Carlos Silvino e cinco anos e nove para...

CNA exige apoios do Estado

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) criticou, no sábado, 4, a falta de investimento público no sector agro-florestal e considerou prioritário incluir no próximo Orçamento do Estado mais apoios para as explorações familiares e mercados locais. Em...