IEFP confirma mais desempregados

Porto exige medidas

Ao contrário do que sucedeu em todo o País, o número de desempregados inscritos no distrito do Porto aumentou de Junho para Julho, assinala a Direcção da Organização Regional do PCP, que exige do Governo medidas urgentes.

O Governo não trava o desemprego e corta apoios sociais

Os números do Instituto do Emprego e Formação Profissional, relativos ao mês de Julho, «demonstram que o desemprego continua em crescimento acentuado no distrito do Porto, não obstante os efeitos que o trabalho sazonal tem neste período» e, «ao contrário do que aconteceu no País, no distrito do Porto temos um aumento de 0,7 por cento, ou seja mais 922 trabalhadores inscritos nos centros de Emprego». Depois de analisar os dados do IEFP, cruzando-os com os números oficiais da população activa, a DORP destaca que «todos os concelhos do distrito têm taxas de desemprego bem acima da média nacional, situando-se a taxa média de desemprego no distrito nos 13,8 por cento, claramente superior à taxa média nacional».

De Junho para Julho, «verificou-se um aumento do desemprego em 13 dos 18 concelhos» e alguns deles, «já com elevadas taxas de desemprego, continuam a ver essa situação agravada». O PCP refere os exemplos de Amarante, Felgueiras, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Santo Tirso e Vila do Conde.

Para a DORP, esta evolução «é consequência do continuado processo de degradação económica do distrito que foi, no primeiro semestre deste ano, aquele em que se iniciaram mais processos de insolvência de empresas, representando 26 por cento do total nacional». A situação «é particularmente preocupante» devido aos cortes nos apoios sociais).

Entre as «medidas urgentes» reclamadas para o distrito do Porto, a DORP inclui:

- criação de emprego, tendo como objectivo uma política de pleno emprego, e combate aos despedimentos e à precariedade, com legislação dissuasora;

- aumento geral dos salários e pensões;

- defesa do aparelho produtivo e apoio às micro, pequenas e médias empresas;

- apoio à industrialização do distrito e aproveitamento integral dos seus recursos;

- alargamento do investimento público, concretizando o alargamento da rede do Metro e a construção do Centro Materno-Infantil e do IC35;

- requalificação profissional e diversificação da indústria;

- reforço das medidas de apoio social e dos serviços públicos;

- cancelamento da introdução de portagens nas SCUT e das privatizações.

 

O pior no Algarve

 

Os 22 627 desempregados inscritos nos centros do IEFP no Algarve, no mês passado, representam «o pior registo oficial do mês de Julho nas últimas décadas, sendo mesmo provável que jamais se tenha atingido estes valores na região». A União dos Sindicatos do Algarve (USAL/CGTP-IN) destaca ainda que o crescimento homólogo de desemprego indicado pelo IEFP é de 24,5 por cento, quando a média do País foi de 10,3 por cento. Em números absolutos, em Julho de 2010 estavam inscritos mais 3997 desempregados do que no mesmo mês de 2009 e mais 13 290 do que em Julho de 2008.

A União, ressalvando que os números «correspondem somente aos desempregados registados» pelo IEFP, vê neles a confirmação do alerta que lançou, há alguns meses, sobre a possibilidade de, pela primeira vez, o Algarve poder ter mais de 20 mil desempregados em plena época alta do turismo, quando ciclicamente o desemprego tende a diminuir.

Neste contexto, «são legítimas as piores expectativas» para os próximos seis meses. Há um ano, com 18 630 desempregados em Julho, no Inverno subsequente foram ultrapassados os 30 mil. Mas a USAL regista ainda «sinais claros do previsível encerramento de múltiplas micro e pequenas empresas até ao final do ano» e volta a defender «um plano regional articulado de combate à crise e ao desemprego», exigindo que o Governo tome a iniciativa de dialogar com os parceiros sociais e «determinar medidas para evitar uma crise ainda mais séria».



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