Mais cortes na educação
O PCP exigiu, no dia 18 de Agosto, a revogação do despacho referente ao financiamento dos cursos de iniciação e dos cursos básico e secundário em regime articulado ministrados por estabelecimentos de ensino especializado da música da rede do ensino particular e cooperativo. Os comunistas consideram que com a publicação do despacho fica em causa o apoio a «milhares de alunos e a própria modalidade do ensino», impedindo centenas de crianças e jovens oriundos de famílias com carências económicas de aceder ao ensino especializado da música.
O despacho, que determina a limitação de valores de financiamento e o universo de candidaturas, afirmar-se, na opinião do PCP, como «um exemplo de orientação política que vem sendo imposto ao ensino artístico, desde há muito, e que consiste no seu sub-financiamento, enquanto estrutura».
Tendo em conta que a rede pública de ensino especializado da música é «profundamente insuficiente», os comunistas recordam ainda que as escolas e conservatórios particulares desempenham um papel que o Estado se nega a cumprir, ao debilitar a prestação do serviço assegurado por entidades particulares, «muitas das quais, não se integram na lógica comercial e mercantil, aplicando-se, há anos, à divulgação do ensino artístico».